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quarta-feira, outubro 13, 2010

A FIGURA DO IRÃO



As alterações ocorridas desde 2001 trazidas pelos movimentos de asilo na Europa Ocidental têm tido repercussões por toda a Europa, especialmente no Reino Unido.

Muitos dos iranianos que vivem em Londres reconhecem a importância da cidade enquanto refúgio para todos aqueles que fugiram quer do antigo Xá e sua overthrower, quer do Ayotollah Khomenei.

É em Londres, que muitos iranianos apelaram ao mundo para a crise declarada no Irão. O Irão, que domina as notícias internacionais e nacionais, muitas vezes por razões controversas, divide um país de grande influência não só no mundo islâmico como também num mundo ocidental. A reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, eleito pela primeira vez em 2005, tem levantado polémicas e reacções por parte de vários países.

Foi há porta da BBC de Manchester, que um grupo de iranianos inquietos, procuraram ser ouvidos utilizando como meio de vinculação das mensagens um importante órgão de comunicação como é a BBC, com vista à divulgação, por todo o mundo, da sua posição sobre a situação no Irão e sobre o seu descontentamento e luta.

O partido da oposição liderado por Mussavi, que outrora presidiu o país, apoiado pelos seus partidários, o Reformista Iraniano que acusa Ahmadinejad de fraude eleitoral dizendo mesmo que ele e todo o mundo “continuaram a observar atentamente a situação no local”.

A Organização Não Governamental (ONG) Human Right watch, relatou que no ano anterior, um membro do próprio Parlamento Iraniano, Hossein Ali Shahryari, confirmou que 700 pessoas estavam ainda a aguardar execução nas províncias de Sistan e Baluquistão, a segunda maior província do país com cerca de 2,1 milhões de habitantes, maioritariamente balúchi.

Estes muçulmanos sunitas desta província, são considerados uma ameaça política e também religiosa para o estado, apresentando-se como uma minoria perseguida étnica e religiosamente.

Este aumento do número de condenações à morte, denota a prova de violência, e opressão que o país tem vivido.

Mas terá o povo do Irão motivos para recear o homem que é visto pelo mundo ocidental, como uma ameaça constante, por possuir armamento nuclear?

A internet tem-se revelado como o melhor aliado dos iranianos na divulgação da informação e da liberdade de expressão tanto desejada, nomeadamente após os turbulentos acontecimentos no país.

 No entanto, as autoridades iranianas estão agora a lutar contra as leis cibernautas. O governo pretende assim oferecer aos usuários um denominada “ segurança” na informação apresentada na internet, mas os activistas estão preocupados com as implicações do estado de vigilância sobre a liberdade de expressão, adiantou a cadeia Al Jazeera. A mesma fonte revela que o ex-presidente Iraniano Akbar Hashemi Rafsanjani, afirmou que o seu país esta em “crise”, conhecido como um critico às políticas de Mahmoud Ahmadinejad o actual presidente, não prevê tempos fáceis para o seu país e o seu povo.

O sistema de educação no país deteriora-se cada vez mais com os acontecimentos que tem posto o país nas “capas”do mundo e os estudantes do ensino superior fazem das universidades os seus campos de luta.

A Universidade de Teerão, atacada por diversas vezes por polícias e apoiantes ao regime de Ahmadinejad, deu lugar as balas substituindo os habituais livros.

Cláudia Borges

(Este artigo foi escrito em Setembro de 2009)

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