Número total de visualizações de páginas

quarta-feira, outubro 13, 2010

A FIGURA DO IRÃO



As alterações ocorridas desde 2001 trazidas pelos movimentos de asilo na Europa Ocidental têm tido repercussões por toda a Europa, especialmente no Reino Unido.

Muitos dos iranianos que vivem em Londres reconhecem a importância da cidade enquanto refúgio para todos aqueles que fugiram quer do antigo Xá e sua overthrower, quer do Ayotollah Khomenei.

É em Londres, que muitos iranianos apelaram ao mundo para a crise declarada no Irão. O Irão, que domina as notícias internacionais e nacionais, muitas vezes por razões controversas, divide um país de grande influência não só no mundo islâmico como também num mundo ocidental. A reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, eleito pela primeira vez em 2005, tem levantado polémicas e reacções por parte de vários países.

Foi há porta da BBC de Manchester, que um grupo de iranianos inquietos, procuraram ser ouvidos utilizando como meio de vinculação das mensagens um importante órgão de comunicação como é a BBC, com vista à divulgação, por todo o mundo, da sua posição sobre a situação no Irão e sobre o seu descontentamento e luta.

O partido da oposição liderado por Mussavi, que outrora presidiu o país, apoiado pelos seus partidários, o Reformista Iraniano que acusa Ahmadinejad de fraude eleitoral dizendo mesmo que ele e todo o mundo “continuaram a observar atentamente a situação no local”.

A Organização Não Governamental (ONG) Human Right watch, relatou que no ano anterior, um membro do próprio Parlamento Iraniano, Hossein Ali Shahryari, confirmou que 700 pessoas estavam ainda a aguardar execução nas províncias de Sistan e Baluquistão, a segunda maior província do país com cerca de 2,1 milhões de habitantes, maioritariamente balúchi.

Estes muçulmanos sunitas desta província, são considerados uma ameaça política e também religiosa para o estado, apresentando-se como uma minoria perseguida étnica e religiosamente.

Este aumento do número de condenações à morte, denota a prova de violência, e opressão que o país tem vivido.

Mas terá o povo do Irão motivos para recear o homem que é visto pelo mundo ocidental, como uma ameaça constante, por possuir armamento nuclear?

A internet tem-se revelado como o melhor aliado dos iranianos na divulgação da informação e da liberdade de expressão tanto desejada, nomeadamente após os turbulentos acontecimentos no país.

 No entanto, as autoridades iranianas estão agora a lutar contra as leis cibernautas. O governo pretende assim oferecer aos usuários um denominada “ segurança” na informação apresentada na internet, mas os activistas estão preocupados com as implicações do estado de vigilância sobre a liberdade de expressão, adiantou a cadeia Al Jazeera. A mesma fonte revela que o ex-presidente Iraniano Akbar Hashemi Rafsanjani, afirmou que o seu país esta em “crise”, conhecido como um critico às políticas de Mahmoud Ahmadinejad o actual presidente, não prevê tempos fáceis para o seu país e o seu povo.

O sistema de educação no país deteriora-se cada vez mais com os acontecimentos que tem posto o país nas “capas”do mundo e os estudantes do ensino superior fazem das universidades os seus campos de luta.

A Universidade de Teerão, atacada por diversas vezes por polícias e apoiantes ao regime de Ahmadinejad, deu lugar as balas substituindo os habituais livros.

Cláudia Borges

(Este artigo foi escrito em Setembro de 2009)

quinta-feira, outubro 07, 2010

ANNA ABREU - A ENTREVISTA

Anna Abreu é considerada por muitos como o “pequeno fenómeno” da música finlandesa, e uma das personalidades mais acarinhadas pelos adolescentes. Entrou para a história discográfica do país da Kalevala logo no seu álbum de estreia “Anna Abreu”, sendo um dos mais vendidos de sempre.
Nesta entrevista realizada no passado mês de Março via correio electrónico, a luso-descendente vai contar a sua experiência no programa “Idols” da Finlândia de 2007 e da sua relação com Portugal.

Anna Eira Margarida Mourão de Mello e Abreu não é um nome muito finlandês?
Sim é verdade, é um nome muito mais português do que finlandês do qual me orgulho muito. Vem da parte do meu pai que é de nacionalidade Portuguesa.

Quais são as maiores recordações que tens dos “Idols” da Finlândia de 2007?
Houve sem dúvida muitos momentos marcantes, as melhores recordações são talvez quando passei o primeiro casting, as pessoas que tive oportunidade de conhecer, todas as coisas que aprendi e que me fascinaram, a felicidade de ver o meu sonho tornar-se realidade a cada etapa passada, a última gala e a última canção...foram muitas emoções.

Não foi um grande risco teres cantado em português, no caso, a canção “Solta-se o beijo”, da Ala dos Namorados, na grande final, e quiçá isso impediu-te de ganhar a competição?
É sempre um risco fazer algo diferente, mas achei importante ser versátil e ao mesmo tempo dar a conhecer as minhas raízes portuguesas que também são uma grande parte de mim. Foi um acto de ousadia que na minha opinião resultou somente em meu favor. Não ganhei porque tinha um bom competidor, não por ter cantado a música errada (risos).

Ou será que a Finlândia é mesmo a terra do Heavy Metal já que o vencedor, Ari Koivunen só cantou nesse estilo musical?
Os finlandeses são conhecidos por serem reservados sérios e honestos, talvez daí o Heavy Metal se encaixar no seu carácter. Para além da sua voz, o Ari possui uma personalidade muito finlandesa, por isso é possível que o público se tenha identificado mais com ele. Mas fiquei muito feliz com o segundo lugar, até porque já em edições anteriores do “Finnish Idols”, que os segundos lugares têm alcançado tanto ou mais sucesso que os primeiros.

O teu álbum de estreia “Anna Abreu” foi um dos mais vendidos da história da música da Finlândia, cerca de 86 000 cópias. Significa isto que o programa dos Ídolos pode ser uma verdadeira ajuda para o sucesso para quem começa a dar os primeiros passos?
É obviamente uma grande ajuda. Na Finlândia este programa tem grandes audiências, o mesmo acontece nos outros países, é um grande fenómeno que chega a uma grande variedade de públicos. Este tipo de visibilidade é muito importante no inicio duma carreira, mas no fim acho que tudo se resume a nós, ao nosso talento e a muito esforço para fazer sempre mais e melhor.

É importante para ti cantares em várias línguas como seja o finlandês, inglês, espanhol e em português?
Para mim não é importante. Não tenho como objectivo cantar em muitas línguas diferentes, fi-lo no programa porque optei por cantar temas que pessoalmente gostava na altura . A nível do meu trabalho canto apenas em Inglês e português.

Costumas ouvir música portuguesa?
Costumo. Não digo que oiço todos os dias, mas gosto bastante de alguns artistas e bandas portuguesas, tanto actuais como os clássicos Xutos e Pontapés, Rui Veloso etc..

O certo é que já entraste para a história da música finlandesa, que com apenas 20 anos já vendeste quase 200 000 discos. Muitos consideram-te como um “pequeno fenómeno” e uma das figuras públicas mais conhecida no país dos “mil dos lagos”. Aproveitando esse facto, e sendo luso-descendente, tem a Embaixada portuguesa colaborado contigo na promoção de Portugal?
Infelizmente não surgiu ainda nenhum projecto em conjunto, embora se houver a oportunidade terei o maior prazer em colaborar com a embaixada portuguesa.

Conhecedora de ambas realidades, quais são as principais diferenças culturais entre a Finlândia e Portugal?
As duas culturas são muito diferentes. Acho as pessoas finlandesas são modestas, correctas, respeitam muito a natureza e têm uma mente muito aberta, por outro lado as pessoas portuguesas penso que são muito dadas, alegres e boas anfitriãs. Portugal tem muita tradição e também é mais conservador.

O teu ultimo álbum “Just a Pretty Face?”, lançado no ano passado, que vendeu mais de 30 000 cópias e chegou a nº2 do Top da Finlândia, já tem sucessor?
Começo a trabalhar no próximo álbum este Outono e será lançado, se tudo correr bem no inicio de 2011.

Para quando podemos ter a Anna Abreu em Portugal para um concerto, e quando estarão disponíveis os teus discos em terras lusas?
Não depende de mim, infelizmente, mas já houve algum interesse por parte de Portugal e nunca se sabe...talvez um dia. Eu adorava dar um concerto em Portugal por ser um país pelo qual tenho um carinho tão especial.

Agradecemos à Sony Music Finland pela gentileza do envio das fotos

quarta-feira, outubro 06, 2010

ANNA ABREU EM ENTREVISTA EXCLUSIVA

Anna Abreu considerada por muitos como o "pequeno fenómeno" da música finlandesa deu uma entrevista exclusiva à Raia Diplomática, que será publicada na próxima sexta-feira.
A luso-descendente vai contar a sua experiência no programa "Ídolos" da Finlândia e a sua ligação a Portugal.

O SÉCULO DA REPÚBLICA E OS 867 ANOS DA NACIONALIDADE


Confesso que a proliferação de bandeiras “azuis e brancas” nos perfis dos utilizadores e a criação de diversos grupos de apoio à causa monárquica nas redes sociais foram o incentivo para que eu começasse a escrever uma pequena reflexão sobre o presente, e talvez sobre o futuro de Portugal, pois a vivência do nosso quotidiano não interessa a (quase) ninguém.


Neste dia de chuva intensa aqui na Galiza, local mais ou menos escolhido para o meu “exílio voluntário”, e não muito distante da nossa cidade-berço, parece que um grupo de monárquicos convocados pela Causa Real está assinalar mais um aniversário da assinatura do Tratado Zamora, e consequentemente a independência de Portugal, embora essa data não seja consensual entre os historiadores. Pois, festejar o centenário da República é que era uma grande chatice, e pelo menos estão a fazer alguma coisa de jeito.

De facto a República da Constituição de 1976 não está a tratar bem o marco histórico do 5 de Outubro de 1143, pois afinal é o inicio da nossa nacionalidade que foi muito dura de obter pelos nossos antepassados, e que agora nem tem direito a uma festa nacional. Como republicano lamento profundamente este esquecimento atroz do Estado, independentemente do regime político em vigência.

E ainda bem que um projecto-lei de duas deputadas católicas socialistas, melhor dizendo, duas das muitas aves raras que se passeiam pelos corredores de São Bento para alterar datas de celebração dos feriados nacionais por uma lógica meramente economicista foi chumbada. Seria um escândalo se tal acontecesse.

Aliás, esta é a melhor altura para a monarquia conquistar adeptos, em plena crise económica e de valores nacionais, onde no espectro político nacional só se assiste à incompetência e à inércia governamental, e de toda a oposição, da esquerda à direita, passando pelos seus extremos, e não esquecendo o principal responsável por este estado permanente de angústia e de descrença que é o povo português.

Parece-me claro que a esmagadora maioria das tendências monárquicas prestam vassalagem ao herdeiro da Casa de Bragança para que um dia, que eu espero que nunca venha acontecer seja proclamado Rei, e que o regime mais apropriado segundo eles apregoam seria a Monarquia Constitucional. Tal situação não acrescentaria nenhum atributo de valor ao Estado, a não ser a sustentar uma corte com o dinheiro dos contribuintes.

Confesso se eu vivesse na Idade Média ou até na Idade Moderna seria monárquico, pois a educação e a preparação para governar a nação estaria melhor entregue à nobreza, mas hoje, e até no século passado em que a educação e a cultura chegou à maior parte do povo e não apenas para uma elite.

E foi graças à República que o analfabetismo começou a desaparecer, as mulheres obtiveram o direito de voto e os trabalhadores adquiriram finalmente mais direitos laborais e de protecção social, o que era até aí negado por uma realeza obsoleta.

Todavia, a decadência da ética republicana levada a cabo pelos dirigentes políticos, a nível nacional, regional e local que não exercem a sua função para o bem-estar generalizado da população, mas sim para interesses pessoais e corporativos está denegrir os valores que o regime trouxe em 1910, apesar do excesso jacobino e da falta de governabilidade que caracterizou a I República.

Hoje é preciso reinventar a República, pois a monarquia é coisa do passado.


Possivelmente é tempo para pensar seriamente na constituição da IV República de modo que possamos requalificar a estrutura do Estado. Não estou a referir ao funcionamento dos órgãos de soberania, cuja a vigente constituição tem mecanismos de solucionar as crises políticas.


Refiro-me sobretudo ao peso da máquina do Estado que está emperrada pelos interesses partidários que criam um número exorbitante de direcções-gerais, institutos públicos e outras entidades somente para satisfazer as clientela partidárias.

Urge portanto fazer uma grande revolução na organização do Estado. Precisamos de saber o que é estritamente necessário para o poder central, regional e local possa funcionar com eficiência, de modo a facultar ao povo aquilo que é realmente importante para garantir o seu bem-estar.

Só com um Estado bem organizado, que saiba tratar bem o seu território e valorizar de forma justa a mais-valia de quem quer inovar, empreender e sobretudo internacionalizar é que podemos atingir os verdadeiros fins do Estado, e por fim voltar a sentir o misticismo da nossa época áurea.

Com a dita crise económica muitos dos movimentos sociais e políticos alteraram-se, e o mais vincado regista-se na União Europeia, onde as relações entre os Estados-membros já não situam-se ao mesmo nível.

Os países mais poderosos aprenderam que não é através da força bélica, embora isso ajude, muito usada nos Séculos XIX e XX seja a forma correcta para a conquista do “inimigo”. Essa beligerância passa agora pela astúcia da tomada do poder económico.

Com o inicio da criação do governo económico europeu que é apenas o primeiro passo para a perda da soberania dos pequenos estados como é o caso de Portugal. Porque quem acreditar que a União Europeia é um espaço de igualdade e solidariedade está certamente a viver num mundo de fantasia delirante.

Neste momento a Europa tende a ser germanizada, de leste a oeste. E quando os “opinion makers” desta terra falam na necessidade de haver uma soberania partilhada entre os Estados não sabe o que está a falar em termos da defesa do interesse nacional.

Porque, ou um Estado é soberano em pleno ou é um Estado enfraquecido, e aqui entra o federalismo europeu.


Abram os olhos!!!

Estes são na minha opinião os dois grandes desafios da nação lusitana: reorganização profunda do Estado e promoção assertiva da sua internacionalização no plano político, económico, cultural e social, e por outro lado a defesa da soberania que não possível sem uma ambição internacional, pois não é aqui fechados que podemos salvaguardar aquilo que somos há 867 anos .

Por todos estes motivos e apesar de tudo, Viva à República Portuguesa!!!

domingo, outubro 03, 2010

ESTADO PATERNALISTA OU ESTADO PADRASTO


Em grande parte da Europa assiste-se ao esvaziamento do Estado providência com o corte dos benefícios sociais, e tendo em consideração ao aumento da esperança média de vida, e consequente envelhecimento da sua população, e para fazer face ao desequilíbrio orçamental, os governos têm tomado medidas para tornar o Estado menos paternalista.

No caso português, a criação do factor de sustentabilidade por parte da Segurança Social, significa que para as gerações que agora iniciam a sua vida profissional activa, quando chegarem à idade de reforma virão os seus rendimentos reduzirem-se drasticamente. Para colmatar essa perda real de rendimentos e de poder de compra, o governo incute aos seus contribuintes a subscreverem produtos de poupança.

Os recentes escândalos financeiros que aconteceram um pouco por todo mundo demonstram que os Estados não podem virar a cara ao funcionamento de instituições que têm forte impacto na sociedade, seja através da regulação, supervisão ou até mesmo pela intervenção directa nos mercados financeiros. Se tal não acontecer o Estado passa a ser um padrasto insensível aos olhos dos seus cidadãos, pois ficam desprovidos de qualquer protecção perante os devaneios morais dos gestores, onde tudo é permitido para conseguirem atingir os seus objectivos, pois a ditadura dos números imposta pelas administrações não dão margem de manobra.

Há no mercado inclusive produtos financeiros/poupança que findo o prazo, o subscritor/tomador recebe menos capital do que o total das entregas durante a vigência do contrato.

A existência deste tipo de situações, salvaguardada a livre concorrência, é inconcebível sobretudo quando é o próprio Estado incentiva os seus contribuintes a procurarem tais soluções, mas que de facto não passa de um verdadeiro embuste e com consequências sociais muito gravosas para quem procura uma protecção financeira.

sexta-feira, outubro 01, 2010

NOVIDADE NO BLOGUE DA RAIA DIPLOMÁTICA

Agora no blogue da Raia Diplomática será publicada na primeira 6ª feira de cada mês uma super entrevista.
Excepcionalmente a entrevista do mês de Outubro estará disponível no dia 8, e a primeira convidada será uma célebre luso-decendente!!!

quinta-feira, setembro 30, 2010

AS LÍNGUAS OFICIAIS DO BLOGUE DA RAIA DIPLOMÁTICA



As línguas oficiais do blogue da Raia Diplomática são o Português, o Inglês e o Espanhol...



 The official languages of the Raia Diplomatica blog are Portuguese, English and Spanish ...




Los idiomas oficiales del blog Raia Diplomática se Portugués, Inglés y Español ...

FOLGA GERAL


Ontem decorreu mais um protesto dos sindicatos em várias cidades europeias, e culminará com a grande manifestação em Bruxelas onde são esperados mais de 100.000 activistas contra as políticas de austeridade dos governos, e para este ano é esse precisamente o lema “No to Austerity”.

Em Espanha para além da adesão ao protesto organizado pela Confederação Europeia de Sindicatos (CES), também tem em mãos uma greve geral que já provocou desacatos em Madrid.


Antes e depois de uma greve há sempre duas interpretações a fazer, uma pelo lado do patronato, que olha para os números dos trabalhadores aderentes, por outro lado dos sindicatos que olham pelo número dos sindicalizados que arrimaram-se ao evento. Ambos estão certos, mas examinam para diferentes explicações.


Na Galiza, por exemplo essa dicotomia expressa-se também no seu bilinguismo – “Folga Xeral” em galego e “Huelga General” em castelhano, vão competindo entre si nos murais, montras e na propaganda sindical como está bem patente na cidade de Santiago de Compostela.


Por um lado os defensores da “Folga” dizendo que os direitos dos trabalhadores estão a ser ameaçados pelo capitalismo, e por outra banda os seus opositores que declaram que não é o momento certo para paralisar o país numa época de profunda crise financeira. Eis o argumentário clássico!!!


Um condimento para esta greve geral veio da presidente da Comunidade de Madrid, Esperanza Aguaire, uma das mais reputadas dirigentes da direita espanhola ao anunciar a suspensão de uma parte significativa dos parados (delegados sindicais) na sua comunidade, o que veio a enfurecer os sindicalistas, e a desanuviar um pouco a tensão com o PSOE, e este deve-lhe ter agradecido por ter escolhido tão mal o “timing” para essa decisão, logo contra-posta pelas regiões autonómicas controladas pelos socialistas que não iriam reduzir os parados.


Porém existe um factor que distingue o modus operandi dos sindicalistas espanhóis e portugueses, e possivelmente será a grande diferença entre as suas sociedades.


Enquanto na Espanha existe um respeito e até um certo temor pelos piquetes dos grevistas, em Portugal essa situação é praticamente ignorada pelas organizações intervenientes no processo grevista, que por ser uma prática banal, o seu efeito prático é quase nulo.


Embora no plano da grande politica espanhola tem as mesmas vicissitudes que são praticadas em Lisboa, mas os debates fracturantes que a sua sociedade é exposta, sobretudo os que acontecem em algumas regiões autonómicas como seja a Galiza, a Catalunha ou o País Basco criam uma robustez e uma clarividência, e quando é transferida para o dia-a-dia dos cidadãos e dos negócios conferem uma objectividade, e em certos pontos até uma agressividade, muito diferente da passividade e da amedrontada sociedade portuguesa.

terça-feira, setembro 28, 2010

CHINA – AS DIFERENTES VISÕES IBÉRICAS



Há três semanas uma comitiva do governo espanhol liderada pelo seu presidente, Rodriguez Zapatero visitou a China. Esta visita tinha a intenção de abrir mais oportunidades para os produtos e serviços espanhóis singrarem no tão apetecido e exigente mercado chinês.


Consequência disso ou não, a Gamesa vai investir mais de 90 milhões de euros na terra dos antigos mandarins.


O facto desta acção da diplomacia espanhola ter sido acompanhada muito de perto pelos seus órgãos de comunicação social, sendo objecto inclusive de referências de primeira página nos principais jornais mostra a importância da internacionalização que é dada pelos “nuestros hermanos”.


Quanto a Portugal foi noticiada também há algumas semanas a concessão da licença de voo da TAP para a China, todavia essa notícia teve um tratamento quase residual na imprensa.


Aliás, o alienamento da pátria de Luiz Vaz de Camões, Vasco da Gama, Afonso de Albuquerque ou Fernão Mendes Pinto pela Ásia é de todo incompreensível e exasperante.


Com uma longa relação com o Oriente, nomeadamente com a China, não consegue impor-se como os seus antepassados fizeram. Porque os portugueses do Séculos XV e XVI conseguiam aplicar a sua marca pelos territórios em que passavam.


Nem a experiência secular de ter administrado um território chinês como foi Macau, não conseguiu retirar significativos proveitos, muito por culpa do desprezo de Lisboa pela sua diáspora e por aqueles lutavam para prestigiar o nome de Portugal além fronteiras.


Porque a preservação do português como uma das línguas oficiais da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) por mais 40 anos, as calçadas, os edifícios e os monumentos que atestam a presença lusa serão únicas coisas que restaram do seu legado, o que é manifestamente pouco por tantos séculos de permanência.


Por sua vez, a China estabeleceu a RAEM como a sua plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial como os países de língua portuguesa, e no ano de 2003 o governo da República Popular da China (RPC) criou o fórum para ajudar nessa missão.


Pouco tempo depois a China propôs a Portugal que fosse criado um fundo para ajudar as empresas nas trocas comerciais, ao que o governo português imbecilmente declinou.


Foi mais uma oportunidade perdida, pois os “frutos” que esse fundo geraria poderiam hoje ser colhidos, e as relações luso-chinesas estariam certamente num patamar bem diferente. O mesmo não acontece com o Brasil e com Angola cuja a sua relação vai de “vento em popa”. E aqui não se trata de uma mera questão de recursos naturais e económicos, embora isso ajude muito nas suas parcerias comerciais, trata-se fundamentalmente de ter uma atitude digna de serviço de Estado, e não de vaidade pessoal.


Se ontem a China perguntava e puxava por Portugal, hoje segue o seu caminho como segunda potência económica mundial.


Enquanto o objectivo principal de Zapatero na sua viagem à China é de vender a “Marca Espanha”, aproveitando a onda mediática de serem campeões do mundo de futebol, mas também devido ao resultado do seu trabalho diplomático que tem investido forte na promoção da língua espanhola e na dinamização do Instituto Cervantes pelo mundo.


Por sua vez, a diplomacia portuguesa continua aburguesada, anacrónica e incompetente porque ainda não viu que o “centro” do mundo tenderá a deslocar-se para a Ásia devido ao seu crescimento económico, e bem como esse continente deter cerca de metade da população do planeta. Hoje, a Europa vive precisamente o contrário, uma recessão económica e política, pois não consegue encontrar o rumo certo para o desenvolvimento social tão apregoado nos tratados europeus, mas muito pouco praticado.


Se no Velho Continente, sobretudo na Europa germanizada, Portugal é visto como um país de segunda ou terceira classe, e em que é menosprezado, e a prova disso é a proposta da Comissão Europeia poder vetar os orçamentos nacionais que é uma clara violação às constituições nacionais.


Também em 1580 partilhamos a soberania com o Filipe II de Espanha, com o beneplácito dos mais altos responsáveis da nação – a Alta Nobreza e do Clero, e teve um resultado desastroso para o futuro de Portugal que ainda hoje se reflecte na sociedade.


Enquanto na Ásia, os portugueses ainda merecem algum respeito, pois a lenda do “Afonsinho”(Albuquerque) continua ainda a vaguear pelas terras do Oriente passados tantos séculos, o Estado português simplesmente ignora essa evidência do passado e do futuro.

domingo, setembro 26, 2010

As Pontes da Lusofonia na Galiza


No passado dia 25 de Setembro, a Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) realizou o seu "II Seminário da Lexicologia", que teve lugar na Fundación Caixa Galicia em Santiago de Compostela.

Dentro das várias questões levantadas durante as quatro sessões do seminário, a AGLP conseguiu com a realização deste evento e com a qualidade material do debate, que o papel das academias deve ser valorizado sobretudo quando é impulsionado pela sociedade civil.

O esforço para a reintegração da língua galega no espaço da lusofonia deve continuar a ser debatido, sobretudo por uma academia que em menos de dois anos já tem um grande trabalho cientifico elaborado, nomeadamente um léxico do português da Galiza que foi transposto para o novo dicionário da Porto Editora.
  
O encerramento do seminário teve a cargo de Evanildo Bechara da Academia Brasileira de Letras, Raúl Rosendo Fernandes e João Malaca Casteleiro da Academia das Ciências de Lisboa, e de José-Martinho Montero Santalha da Presidente da AGLP que anunciou a formalização de dois acordos de cooperação com o Instituto Universitário de Lisboa e com a Academia de Ciências de Lisboa para continuar com o seu profícuo trabalho.

sexta-feira, setembro 24, 2010

II Seminário de Lexicologia da Língua Portuguesa




Realiza-se no próximo sábado, dia 25 de Setembro, na Fundação Caixa Galicia, sita na Rua do Vilar, em Santiago de Compostela, o "II Seminário de Lexicologia", e que tem como temas de debate: o papel das academias, a situação do ensino do português, dicionários e vocabulários e por fim, Lexicologia e Lexicografia.

O evento é organizado pela Academia Galega da Língua Portuguesa, e que conta com o apoio da Academia de Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de Letras, Associação de Docentes de Português na Galiza, Instituto Camões, Instituto de Linguística Teórica e Computacional, Porto Editora e da Priberam Informática.

Para informações contacte a Academia Galega da Língua Portuguesa em http://www.aglp.net/

quarta-feira, agosto 11, 2010

Oferta da Korsang di Malacca à Raia Diplomática

Oferta da Korsang di Malacca à Raia Diplomática, durante o lançamento da revista Raia Diplomática, no passado dia 27 de Novembro, no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.




















domingo, agosto 01, 2010

Carrefour 4 em Lisboa

No passado dia 27 de Julho teve lugar a inauguração da exposição colectiva de artistas sérvios - "Carrefour 4", no Museu da Água - Reservatório da Mãe de Água das Amoreiras, em Lisboa.
A capital portuguesa é a quarta etapa desta exposição, depois de ter estado presente em Paris, Belgrado e Madrid.
No ano em que se comemora o centenário do primeiro tratado celebrado entre Portugal e a Sérvia (1910-2010), este evento tem a particularidade de mostrar os trabalhos de artistas sérvios espalhados um pouco por toda a Europa, nomeadamente em França, Espanha, Portugal e da própria Sérvia, entre os quais destacam-se Aleksandar Rafajlovic, Aleksandra Saranovic, Anica Vucetic, Branislav Mihajlovic, Dusan Vrga, Masa Krivokapic, Misko Pavlovic, Nicola Raspopovic, Zdravko Joksimovic e Milan Atanaskovic, que também é o curador da exposição.
"Carrefour 4 - Encruzilhada" procura ser "um sinal temporário de reconhecimento no cruzamento caótico das épocas, sempre vibrante numa imensidão de cruzamentos simultâneos onde as direcções se alteram a qualquer momento, num movimento maciço de pessoas e coisas no planeta, neste supermercado global contemporâneo"1
A exposição "Carrefour 4" estará patente até dia 4 de Setembro.

1 ) In catálogo da exposição "Carrefour 4"



"A Construção do Impossível I" de Milan Atanaskovic



Uma das obras da exposição



Reservatório da Mãe de Água das Amoreiras



Pedro Inácio - Director do Museu da Água



Discurso de Dusko Lopandic - Embaixador da Sérvia (I)



Dusko Lopandic - Embaixador da Sérvia



Os primeiros visitantes da exposição



O ambiente da inauguração



O almoço do operário em tempos de luta de classes ou na transição da Sérvia" de Milan Atanaskovic

quarta-feira, julho 28, 2010

CARREFOUR 4 - Introdução


"Carrefour" (Encruzilhada) não pretende ser mais do que uma exposição ao longo do caminho, um sinal temporário de reconhecimento no cruzamento caótico das épocas, sempre vibrante numa imensidão de cruzamentos simultâneos, onde as direcções se alteram a qualquer momento num movimento maciço de pessoas e coisas no planeta, neste supermercado global contemporâneo.

Esta exposição surgiu como consequência da dispersão de artistas sérvios em tempos que dilaceram os espaços íntimos. Tempos em que o local de residência se torna importante e valioso, mas ao mesmo tempo completamente irrelevante, tempos em que um domicílio passou a ser uma atitude ou uma sequela, uma posição marcada por fronteiras, cicatrizes, encruzilhadas de rupturas.

A exposição "Carrefour" é uma encruzilhada possível, uma exibição da trajectória e dos cruzamentos entre um ponto e outro, num espaço imprevisível e inconstante, sem um apoio estável, entre aqui e ali, seja onde for. A exposição refecte sobre o partir e o ficar, sobre a permanência e a instabilidade, sobre a saída para o mundo e sobre o regresso a casa, sobre a saída para o mundo e sobre o regresso a casa, sobre a aproximação ou afastamento das próprias raízes, da impossibilidade de quebrar o elo que, apesar da inconstância das ligações, será sempre inquebrável.

"Carrefour" (Encruzilhada) é uma exposição de artistas sérvios contemporâneos numa encruzilhada. Desta vez em Lisboa e Portugal.

Milan Atanaskovic (catálogo da exposição "Carrefour 4")

domingo, julho 25, 2010

CARREFOUR 4 - Exposição de Arte Contemporânea Sérvia



Depois de Paris, Belgrado e Madrid, a capital portuguesa tem a oportunidade de acolher a "CARREFOUR 4", uma exposição de arte contemporânea sérvia, que tem como curador Milan Atanaskovic,  Director-Geral da Art TV.
O evento estará patente no Museu da Água - Reservatório da Mãe de Água das Amoreiras, entre os dias 27 de Julho e 4 de Setembro.

segunda-feira, julho 19, 2010

Os Heróis de Malaca

Em 2011 celebra-se os 500 anos da conquista de Malaca pelos portugueses. Todavia, foi efectivamente, no ano de 1510 a data da chegada dos homens de D. Afonso de Albuquerque, àquela que era considerada a “Veneza” do sudoeste asiático, pois o seu porto era frequentemente visitado por mercadores vindos do Japão, China, Filipinas, Molucas, Pérsia, Malatar, Arábia e até de África.

A sua situação geoestratégica em relação ao comércio marítimo da Ásia, fez com que os bravos exploradores lusitanos tomassem Malaca em muito pouco tempo. É espantoso que um pequeno país, com um pequeno exército, que rondaria na época 40 000 homens, dominasse o Reino de Marrocos, as costas marítimas ocidental e oriental de África e praticamente todo o comércio marítimo vindo da Ásia.

Se na então Índia Portuguesa que caiu nas mãos da União Indiana nos anos 60 do século passado, e bem como em Macau, cuja transferência da administração passou em definitivo para a China, em 1999, nestes dois casos havia uma ligação institucional com Portugal.

O mesmo já não acontecia com Malaca, aonde esse vínculo institucional deixou de existir há séculos. Mas o que nunca findou, foi uma enorme vontade dos descendentes dos portugueses em continuar a preservar a herança histórica e cultural dos seus antepassados.

Um dos grandes dinamizadores da cultura portuguesa em Malaca é o Mestre Noel Felix, que viu realizado o sonho de uma vida, visitar Portugal. O nosso grande Mestre dizia que se sentia muito “gabado” em estar na terra dos seus “avós”.

Durante a sua estadia em Portugal, que ocorreu entre o final do mês de Outubro e o início do mês de Novembro, também eu tive a felicidade de conhecer o grande Mestre, e não resisti em fazer a seguinte pergunta: “qual era o segredo que fez com que preservassem a cultura e a língua portuguesa durante todos estes séculos apesar do abandono do Estado português?” E foi então que o nosso Mestre simplesmente respondeu: “porque sentimos orgulho em sermos portugueses!”.

Bom, tomando o exemplo dos Heróis de Malaca, que contra todas as adversidades, conseguiram manter as tradições e a língua portuguesa naquele cantinho da Ásia, o mesmo já não acontece na sua vizinha Ilha da Sumatra, pois já ninguém preserva a cultura holandesa, antiga potência colonizadora, mas há também que prestar homenagem à comunidade macaense e toda a diáspora portuguesa, que vai mantendo a herança lusitana nas terras de acolhimento, apesar do abandono das entidades oficiais.

De referir, que a Associação Coração em Malaca está a desenvolver um notável projecto chamado “Povos Cruzados” dinamizado pela Cátia Candeias, mais conhecida pela Bárbara do Bairro Português e pelo José Machado, mestre em danças de folclore.

 Um dos objectivos principais deste trabalho será em preparar um manual com um dicionário de palavras em português e português de Malaca. O manual será escrito em quatro línguas: português – português de Malaca – malaio e inglês para quem dele deseje recorrer e necessitar de aprender a falar e escrever. De referir que em toda a Malásia existem à volta de 200 palavras de origem portuguesa.
Os esforços da comunidade de origem portuguesa em Malaca, que hoje ronda as 1200 pessoas não pode cair no esquecimento, pois o seu trabalho diplomático é grandioso. As autoridades malaias permitem que esta comunidade goze de alguma autonomia e tenha órgãos políticos próprios, como é o caso do Painel do Regedor.
Decalcando as palavras do último presidente do Leal Senado de Macau, José de Sales Marques, quem quiser ser um empresa internacional e se esqueça da Ásia, não sabe o que anda a fazer, já para não falar que o sudoeste asiático possui uma população de mais 600 milhões de pessoas, e o seu crescimento económico galopante deveria ser considerado um grande incentivo por parte do Estado e das empresas portuguesas, para ali apostarem forte na sua internacionalização.

Por outro lado, há que observar com atenção a história e ter em conta que o eixo Goa-Malaca-Macau tem praticamente metade da população mundial, e com os antepassados históricos que Portugal tem com a região, urge a necessidade de retomar essa rota. Na rota do empreendorismo, pois Aicep deveria focalizar e adequar a sua política de incentivos para essa emergente área de negócios e não só para os mercados mais óbvios que são actualmente Angola e o Brasil, há que diversificar o investimento externo.

Mas uma melhor definição estratégica do investimento externo não chega, talvez precisamos de uma acção diplomática mais activa no campo económico e cultural, e aí os Heróis de Malaca tiveram e têm uma relevância extrema.

Por fim, não podemos esquecer que o Estado português deve proporcionar às suas comunidades espalhadas pelo Mundo, como é o caso da comunidade Macau e de Malaca, uma estreita ligação a Portugal, no entanto não se tem verificado um grande empenho por parte dos nossos governos em preservar esta relação histórica.

 A inexistência de voos da TAP para estas regiões também é sintomático de uma falta de interesse em investir nestas importantes áreas do globo. Se oficialmente a administração da TAP diz que economicamente não é viável, em termos do interesse nacional esses voos para a Ásia são imprescindíveis para que o orgulho de ser português e o fomento dos negócios com a Ásia possam florescer, pois se tal aconteceu no passado, também com algum empenho poderá acontecer no presente.

Artigo publicado na revista Raia Diplomática em 28.11.2009

sábado, julho 10, 2010

Raia Diplomática - The briefing


The Raia Diplomática (Diplomatic Frontier) magazine is meant to fill a gap in the portuguese editorial area of politics and contemporary international issues.
The name Raia Diplomática has a symbolic and meaningful message in its word choice.

The meaning of the word “Raia” does not derive from the notion of closed frontiers, quite the contrary, its meaning is being used to encourage open frontiers in matters of the mind through an exchange of information and ideas.

Such exchanges are indispensable in order to engage in a free and courageous debate about the values of authentic citizenship and of a participatory democracy.

As for the word “Diplomática,” which is related to diplomacy, it is the science of international relations and of courtesy.

The magazine is not only a link to discuss and comment on the experiences of the world through mere media, but also a way to delve deeper into each issue while seeking answers through incisive and active research.

 
The Raia Diplomática includes:


Politics and Society

News articles, columns and interviews will report on events marking the world today, including sections dedicated to Europe with particular emphasis on the activity of the European Union, the United States, the Americas, Africa, Asia and the Middle East.

Culture

Clear and informative coverage of various cultural events developed by the world of literacy, music, theater, cinematography and other forms of artistic creation, including rigorous critiques and news about all that the cultural market has to offer.

Economics and Business

Analysis and discussion of the macroeconomic situation of the world with news and reports of the most relevant situations that are affecting the lives of citizens, businesses and consumers around the globe. Also, information on the financial markets and big business, as well as a spotlight of success stories.

Sciences and Technology

Disclosure of the most significant and important studies and investigation of science that are/will in the future influence the life and the environment around us, including articles relevant to new technological events as well as an anthology of the most influential scientists in recent years.

Escapes and Pleasures

Worthwhile suggestions to escape the routine of the workplace. Dream travel destinations, the most vibrant cosmoplitan spots and the most rustic places to pay a visit as well as restaurants offering the best fare and beverage experiences. Plus, the latest fashion trends, fitness tips and the top luxury products and services out there.

domingo, julho 04, 2010

Victrix Media Consulting e a Universidade da Beira Interior assinam protocolo de cooperação


No passado dia 14 de Maio foi assinado um protocolo de cooperação entre a Victrix Media Consulting (proprietária da revista Raia Diplomática) e a Universidade da Beira Interior.


Este protocolo visa estabelecer um quadro de colaboração entre as duas instituições, através da realização de actividades conjuntas em áreas cientificas.

A cooperação estabelecida abrange a colaboração editorial nas suas respectivas publicações e a realização de estudos, congressos, colóquios e seminários temáticos.

Este é o segundo protocolo de cooperação assinado pela Victrix Media Consulting com uma instituição de ensino superior portuguesa, o primeiro foi com a Fundação Minerva, entidade institucionalizadora das Universidades Lusíada.